Manifesto Miracionista

LICENÇA

 

O miracionismo vem como um sonho

E como a força, quando se vê já está dentro dele

 

Peço licença à Divina arte da cura pela arte

Peço a licença dos caboclos e das musas

Kundalini festeira nos empreste o som

Hoje vamos tocar o novo Aeon

 

Para dançar voando os pés

Dionísio Nataraja ensinando como é

É a rainha da floresta florescendo a consciência

Nos pranayamas de Pachamama

Enraizando mudras no coração

Para acender a chama da nova visão

 

É o Rei da Ciência que alquimizando

A percepção vai elevando

Aflorar o feeling é o estudo

Divino flow que flui o fluido

Levando cada coisa em seu lugar

No compasso do universo não existe parar

MANIFESTO

Manifesto a miração, miração manifesta  

Manifestação mira a ação

Mira-ação, xamã miracionista

Mira, mas age. Fluxo Inter-Yagé

Revolução enteógena

Na órbita microcósmica

Om Mani Festa

DA ARTE AO ASTRAL

 

Da arte ao astral o artista de cristal se faz  prisma colorindo e irradiando

Pirâmide fonte das epifanias, fluxo por onde as musas dançam e enlaçam seu tear divino

Ondas vibracionais que artistas aparelhos traduzem, trazem à presença em canto retinido

Pelos apelos da excelência dos doutores do Astral a chama melódica da palavra curandeira

Estabelecendo harmonia em nossa oitava, alinham meridianos os portais de acordes

Em música navegando até outras orbes. São tambores xamãnicos tocando os megatons  

criadores da boca do cosmo, a poesia viva que goteja o elixir das musas nas palavras do poeta

De Hendrix ao soundhealing o poder transcendente da música se desvela ao ouvido humano

De onde vem o encanto do som senão quando a matemática se veste de música para

 emocionar com a nota certeira? O que é o ritmo senão reprodução dos eflúvios cósmicos que

descem do céu e desaguam em marés. Neste mar que aportamos nossos corações e

canalizamos em arte viva e fluida.

CAMINHOS DA ARTE CURANDEIRA

Depois dos mares atravessados pela consciência ao além-mente, o psiconauta e naufrago dos sentidos, observa o nascer de um novo discernimento. Ele é inominado e seu fluxo de conhecimento é tão abundante e orgânico que torna-se impossível de verte-lo em palavras. Nesta aurora transcendente então, torna-se possível para a consciência operar a alquimia do macro e do microcosmos com desenvoltura e plenitude. Mas como é possível trazer ao plano físico toda esta riqueza? Como é possível mapear os dutos do “Eu” desde as profundas fontes do subconsciente ao céu da consciência, operando assim ciência da manifestação em matéria e plenitude? É preciso conhecer os caminhos e conhece-los de cor, de coração, gravando os caminhos de acesso a esta ciência inominada no sentimento e pelo feeling operar a alquimia do eu, vigorando no ser o divino flow que flui o fluido.

A ciência do feeling como ferramenta de cura e a cura pela arte se conectam inteiramente no processo de canalização. Palavra, melodia e forma interagem na fluidez dos fluxos estagnados no ser. O tao da arte, onde o artista também se molda no processo criador, constituindo-se também como obra, o curador que também se cura no processo de curar, sendo esta a flor em forma de música, palavra ou arte visual o fluido que opera no desbloqueio de sensações experimentadas por quem desfruta de sua arte e também de sua cura.

DANÇA DAS MUSAS

À meia luz que as musas veem, é na penumbra que os recados são dados. No Eclipse do eu dançam nuas as sacerdotisas do prisma real, doutoras da perspectiva, artistas de reverberações que concedem pela poesia os portais da cosmovisão. Grandes musas mandingueiras que ensinam as artes mestras, conexão de estrelas pelo acesso das palavras que é viva e traz à presença a chama transcendente dos astros no microcosmo.

Musa que sustenta no fio da língua o poder da proporção, e proporciona

Musa de manto aurático que vela o triangulo de ouro da beleza e do esplendor

Musa que afina a lira do som criador que o tempo dedilha no ouvido dos astros

É à meia luz que o sonho se fecunda, à meia luz que se vê o além. Por que o universo não é aquilo que o Sol nos mostra, que o universo é puro sentido, guardado entre os véus da mente.

É de Sírius tuas pérolas de estrelas, irradiação fina da força feminina. Me leve para navegar, Sereia Estelar. Me leve para velejar à meia luz, no mar de rosas em pétalas de ondas, ondas siderais para mergulhar. Nelas desaguo na maré de teu canto, canta pra mim a melodia do tempo, amoral da história. Conta pra mim o segredo do deleite do jardim da Via Láctea, do perfume das flores astrais que exalam a eternidade.

CANAL DA MANCHA DE TINTA

O canal da mancha de tinta é onde se  conecta à arte fluida, pelo flow, ex-pressão que destenciona da veia artística os braços academicistas. A arte como um espelho tem o dom da reflexão em tudo que permeia, "Be water".. O Artista universal dança sob qualquer corrente e essa é a maior expressão de liberdade. Assim como o rio e o vento esculpem seus traços finos e arabescos sobre pedras e areias, a técnica busca entre mãos artistas a beleza que os elementos expressam a natureza sob a ação do tempo.. É por esse caminho por onde o rio artista desagua, no canal da mancha de tinta.

Textos de apoio:

Seriam os Deuses Alcalóides - Alex Polari de Alvarenga

A arte da Alma - Bruce Lee

O tarot é um ser - Alejandro Jodorowsky

Hino às Musas - Hesíoso

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© 2019 por Felipe Turner